rumo à estação nunca mais

ando assim. às vezes reto. às vezes torto. às vezes pra frente [como quer minha lua em aquário]. às vezes pra trás [como mandam meu sol e minha meia ascendência em câncer]. algumas vezes tão para a distância que vejo canas, cajaranas, jambos e graviolas no caminho. às vezes ando sorrindo. às vezes cantando. outras vezes ando chorando. ou com vontade de. ando pra lá e pra cá. como nunca antes. ando pra longe e volto [por lugares onde antes nunca andei e pra onde nunca deveria ter saído]. a passos às vezes largos. às vezes curtos. porque a vida é cíclica. às vezes chego cedo. às vezes tarde. às vezes tarde demais. algumas vezes ando com fé. mas a fé contradiz meu querido gil e costuma faiá [sic] ô lá lá. aí eu volto para a estação ‘para sempre’. e começo a andar de novo. porque pr´eu desistir ‘tem é zé’. porque quando eu desisto é pra nunca mais. e ‘nunca mais’ é minha última estação. e tenho dito!

----------------------------------

escrevi isso há alguns anos, num blog que tive, intitulado gérbera laranja. quando o deletei, desconectando para sempre as palavras ali juntadas a tanto custo emocional, achei tão revelador este post que o guardei. e hoje, pensando na vontade quase diária que tenho tido de desistir de um certo aspecto da minha vida, lembrei como é longe a minha estação ‘nunca mais’. mas saber, simplesmente, que ela existe, e que é o fim irrevogável da linha para mim, me conforta. iê-ê, vou dormir que o meu mal é sono.

4 comentários:

Carol Freitas disse...

é tipo isso mesmo, viu?
:*
amo tu.

Clara del Valle disse...

isso é tão Caio Fodástico, tri!!!

bjs meus

Anônimo disse...

E eu te acompanho desde a Gérbera!!
Bjk e fique com Deus

Anônimo disse...

costumo dizer que tenho uma paciencia quase infinita, mas quando ela acaba, geralmente é para sempre. como dizia nelson rodrigues... "convém não facilitar com os bons, convém não provocar os puros. Há no ser humano, e ainda nos melhores, uma série de ferocidades adormecidas. O importante é não acordá-las."
lindo texto o seu.
ana claudia

.por onde andei.

.por onde andei.
.sob o céu furta-cor de jeri.

.pela orla da minha querida cascais.

.por entre as milhares de bicicletas de amsterdam.

.pelas ruas medievais da irretocável bruges.

.sob as luzes e sombras da grand place, em bruxelas.

.pela simétrica [e linda!] place des vosges, em paris.

.pela incrível plaza de españa, em sevilla.

.pelo fabuloso parc güell, em barcelona.

.pela recoleta, em buenos aires.

.pelas muralhas de óbidos.

.pela nascimento silva, em ipanema.

.pela cidade alta, em salvador.

.pelo pico alto, em guaramiranga.

.pelas charmosas ruas de sintra.

.pela torre de belém, em lisboa.

.pelas margens do douro, no porto.

.pelo casco viejo, em santiago de compostela.

.pelo meu retiro, em madrid.

.caminham comigo.

follow me on twitter!

.plágio é crime e atestado de burrice.

Page copy protected against web site content infringement by Copyscape MyFreeCopyright.com Registered & Protected

.presentinhos.

.presentinhos.